quarta-feira, 23 de junho de 2010

O óbvio visto pelo complexo

A capacidade de cada um vem do que cada um é capaz. Óbvio.
Muitas pessoas são capacitadas, mas não são capazes.
Parece ser uma frase ridícula, mas a capacidade teoricamente e óbviamente vem da palavra "capaz". O ser humano consegue sim, ter capacidade mas não ser capaz de fazer algo, mesmo sendo capacitado.
- Então, "capacidade" seria um termo inútil!
Não, talvez, para estes, capacidade pode ser visto apenas como o espaço interior de um corpo vazio.
O que os tornam capazes é a vontade. Talvez, a capacidade eles pensarão em usar quando forem capazes.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Liechtenstein


Não tenho pretensão alguma em querer ocupar o espaço de aguém.
Eu quero ser melhor do que eu sou. Ah, isso eu quero. E talvez, eu possa pensar dessa forma o resto da vida. Não permanecer, talvez, proceder, mas sempre, sempre crescer.
Crescer. Não me refiro de forma alguma me tornar mais orgulhoso, vaidoso ou me sentir grande. Para crescer dentro, não é preciso gabar-se de sua preeminência em relação aos outros. A inferioridade se redime por si mesma.
Em algumas ocasiões, até a minha opinião eu prefiro guardar, nunca se sabe o que os grandes por fora irão pensar. Não tiro uma conclusão inútil, e nem faço uma observação inusitada quando digo e me refiro às crianças como pessoas gigantescas. Por dentro, elas são enormes. Sim, as crianças sabem de tudo, os adultos que vão enganando-as ao longo do tempo com suas verdades insanas e complexadas. A grandeza da criança é simples, pura e divertida. Quando um homem é visto como "grande", a primeira coisa que nos vem à cabeça é um homem bem sucedido, de terno, com uma maleta em mãos e algumas verdades convenientes. E como seria vista aos olhos de pessoas grandes, uma criança grande? Poderia ser uma criança comportada, bem educada e risonha. Isso se for vista. Na maioria das vezes, não é vista. A sabedoria das crianças é algo muito complexo para os adultos. Pois é o simples, o simples aos olhos de quem não aceita (e enfeita), vira um desespero. A verdade de uma criança é tão verdade, e explicada de forma tão simples, que fica quase impossível um adulto admitir a sua inferioridade como tal para um ser tão pequeno, com uma perspectiva de vida tão grande. Não me surpreendo com as tolices dos adultos, mesmo sendo tão grandes fisicamente. Eu me surprendo com cada palavra vinda de uma criança, mesmo sabendo que são seres com uma observação de vida fascinante.
As crianças são grandes por serem. É grande por ser criança, não precisa de motivo algum para provar a sua grandeza. E o mais incrível é que ela nem pretende provar. Existe algum gesto de sabedoria mais sábio do que este? Ser grande sem precisar se gabar, saber da sua grandeza sem precisar provar? E se querem um motivo bom para prosseguir com a sabedoria e a alegria em ser criança, eis aqui uma boa forma: Um dia, nós fomos crianças, a maioria dos adultos já esqueceram, mas eu jamais vou me esquecer, a criança ainda está dentro de nós. Cada um guarda uma criança no coração, saiba pedir ajuda nas horas de angústia, saiba ajuda-lá nas horas de dúvida, saiba cuida-lá nas horas de dor. O segredo em ser feliz sem precisar provar ou agradar, está dentro de nós. Lembre-se, você também guarda uma criança. A sua criança.

sábado, 12 de junho de 2010

4


Muitas pessoas procuram o amor. Mas meu Deus! Por que tem tanta gente a procura de uma coisa tão inevitável? Tão despercebida? Tão invisível? O amor só virá quando deixarmos de procurar. O amor flui conforme o balanço que a tua vida faz. Se tu procura, ele foge; se tu convida, ele entra; mas se tu cativa, ele permanece. Eu não posso deixar de admitir que tudo que eu vejo me soa como amor, ou a maioria. Às vezes eu até esqueço que o amor está em cada um de nós.
Cada pessoa guarda uma caixinha dentro do coração. O coração é enorme, lá cabe muitas coisas, muitos guardam lembranças, momentos, pessoas, mágoas, e até coisas um tanto... inúteis. Mas dentro do coração há um espaço (Que eu diria, secreto) "especial", não mais importante, ou menos, mas é um lugarzinho isolado, quieto, às vezes, inquieto. Lá dentro tem uma caixinha guardada, ela é simples, alguns não percebem que ela existe, estão muito preocupados procurando um tal de amor, que eu nunca ouvi falar, se bem, nem quero saber quem é, o que eu guardo na minha caixinha é mais valioso do que qualquer palavra que tenha quatro letras. Afinal, uma palavra com tão poucas letras, não pode ter um significado muito importante ou valioso... Ou será que pode? De qualquer forma minha caixinha guarda mais letras, e aposto que o valor dela pode ser maior do que qualquer tipo de amor, ou quantos amores forem. Algumas pessoas escondem a caixinha a tanto tempo, que só se lembram que tem quando o desespero vem. Umas pessoas trancam a caixinha a sete chaves, com medo que alguém perceba o que tenha lá dentro. Mas o problema é que com o tempo, nem ele mais vai perceber o que tanto tempo estava trancado. E talvez morra sem saber. Tem umas pessoas que preferem não colocar nada lá dentro, o arrependimento e o orgulho gritam mais alto, esses são os mais "cuidadosos", estes pensam que nada chega a altura de ser tão valioso para ser guardado em um lugar tão importante. Estes, também são perigosos. Também existem as pessoas que escondem coisas muito valiosas dentro dessa caixinha e que realmente podem valer a pena. Mas às vezes, o medo de se entregar fica mais forte, e esse segredo vira segredo para sempre, morre em segredo. É um segredo bonito, mas que não viveu. E é triste quando não se vive algo bonito. Existem as pessoas corajosas, que vivem sem medo de ser feliz. Não procura, cativa o segredo, cuida, e aproveita, brinca, e depois guarda o segredo na caixinha de volta. E ela faz isso todos os dias, ela não precisa de muito para sentir falta. Ela fica conectada com o que guarda, ela vive o segredo, ela aproveita o valioso. Sem medo, ela vê que não tem nada a perder, e não perde nada. Ela ganha. Com estas, o segredo está bem guardado, bem cuidado e bem amado.

É, com essa, o segredo criou quatro letras, ele chamou de amor.
Sim, quatro letras, as que eu havia dito que não teriam um significado lá tão importante... E não tem mesmo. A palavra não tem significado algum. E ela nem pretende ter, amor não tem tempo pra ficar procurando significados por aí. Amor sente, amor vive. Amor não sabe de nada. Amor talvez seja ignorância, eu diria que amor é sabedoria. Pois sabedoria não é para qualquer um. E nem amor. E se não for sabedoria também, não me importa. Eu sei que amor é mais bonito. De que vale ser visto como sábio, aquele que não vê amor em cada olhar, aquele que está muito preocupado procurando entender e saber das coisas do que com o que guarda em sua caixinha? Se é que este guarde alguma coisa... O que eu sei é que ver amor é para poucos. E por que eu sei disso? Eu não sei. Mas a maioria deles estão tão preocupados em procurar amor, enquando este, está dentro de cada um, esperando para ser livre.

domingo, 30 de maio de 2010

Nothing

Não diz.
Não diz nada. Dizer nada, pode ser melhor, uma maneira mais fácil de chegar em algum lugar do que dizer muito; aliás, eu sei o que se passa. Não quero enxergar, enfrentar ou entender. Mas eu sei. Deixe de lado o que tu guardou pra mim, esquece, o que era pra ser ouvido foi ouvido, o que eu não disse, foi por segurança. Talvez orgulho. Eu só sei que não posso mais fingir que eu não quero ouvir, eu quero. Mas não diz, o silêncio eu já me acostumei, é mais fácil de se chegar em algum lugar sem muitas complicações. É mais fácil perceber como ando o outro lado quando se está calado. É mais simples estar contigo quando estou calado. O ruim, é quando o silêncio toma forma. Quando o inevitável está em frente aos teus olhos, quando o medo te encara de frente. O coração dispara, com frio, triste mas segue em frente.

Por precaução, me encontre quando quiser dizer o que o silêncio não guardou de ti.
A tua voz vai me soar da mesma forma que eu ouço as batidas do meu coração quando o silêncio não quer dizer o que eu queria ouvir nas noites em que eu me vi mais feliz.

sábado, 8 de maio de 2010

No tomorrow. Love today.

Yesterday I thought it could not grow up; today I'm growing.
Yesterday I didn't know about you, I don't believed on my capacity; today, I can see a light in each person. Just this, I don't need know all about you. I like of you how you are. What you know is not very important. Knowing that there is someone like you is enough.
Today I believe on my choices and I put my faith in them.
Including you. You and my faith go together.
Yesterday I did not know what my life would be; today I decided that I'll be happy.
Yesterday I thought that love was unreal; today I know, it is unreal. I saw that the real does not exist. But if it existed, would you be my love.
The love is around you. Not exist, but is the only thing I can see.
Yesterday I wanted to live my life with someone like you.Today I'm sure.

Yesterday I gave up without thinking. Today I even think about quitting, but you make me have strenght to continue.

I only hope tomorrow I not think about give up.
Realy. I hope.
I wait for you. If I resign is because I used up all my faith that I deposited in you without you noticing.

And if it is not asking much... Try to see some of my good side.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Giving up


Diálogo entre mãe e filho:

- Mãe, às vezes eu penso que vou ter uma relação parecida com a que você teve com o papai. Não com o mesmo fim. Mas com o mesmo "trajeto" que ele teve ao te encontrar.

- Como assim, filho?

- Não sei. Às vezes eu acho que vou me apaixonar por uma mulher daqui. Algo me diz. Se bem que não vou durar muito tempo por aqui. Mas gosto de ser positivamente bizarro em pensar nessa possibilidade.

- Ah sim. Acho que entendi. Você quer dizer, como eu e seu pai. Eu sou do Rio e ele do Sul.

- É.

- Mãe?

- Sim.

- Olha só... Eu não sou um garoto de ficar, namorar... com muitas garotas, sabe? Não sei se entende... Às vezes eu acho que eu penso demais no futuro.

- Acho que sei aonde você quer chegar. Você prefere algo mais sólido, mais sério, mais confiável... Não é?

- Mais ou menos isso.

- Filho, sobre ao futuro, se prepare, mas não tenha muita pressa em ele vir. Pois quando ele chegar, você vai querer voltar a ser mais jovem... Mas querer não vai ser o bastante. Aproveite a sua fase.

- É, eu estou ciente disso. Mãe... Eu acho que sou meio estranho em relação às mulheres. Eu poderia viver a minha vida inteira com somente uma. Desde que eu a amasse. E isso me preocupa, em parte. Mas na maior parte do tempo eu me sentíria tão feliz...

- Isso não é uma coisa ruim. É apenas difícil de ver alguém assim. Mas filho, se não deu certo, é melhor não pensar muito nisso.

- Eu sei mãe. Mas o problema, é que ainda nem deu. Deixar de pensar é inevitável.

domingo, 2 de maio de 2010

Sad Comedy

Começo a pensar que faz sentido a forma que eu me vejo entrando e introduzindo a minha vida na dos outros de forma absurda. A história anda tomando o mesmo rumo da anterior, da que eu quero esquecer, da que eu já não quero mais vivênciar. Na qual me cabe ser e honrar o papel do palhaço. Mas por que eu estou tomando a mesma direção de antes? Se é a direção da infelicidade dos outros e da minha desconfiança?
Pode parecer estúpido, mas eu vou juntando as linhas (e as entrelinhas, principalmente) e acabo me deparando com o mesmo roteiro e o mesmo fim que eu observei há dois anos atrás. Não é que eu já esteja enjoado de ver, o problema é que eu durmo na melhor parte.
Enfim... O problema é que, se eu deixar, o filme fica longo e fica mais complicado de dar conta da responsabilidade. O palhaço começa a se tornar um protagonista errado, e triste. Ele já não é engraçado, ele começa a se tornar complicado, começa a ficar enjoado, as piadas começam a não ter graça, mas começam a fazer sentido. Ao menos pra ele, ele começa a ver que as besteiras que dizia no começo para fazer as pessoas rirem começa a fazer sentido. Ele acaba se tornando o problema. Mas quando ele descobre que realmente é, já fica tarde pra tentar concertar.

Mas não para ir. Ao menos, o palhaço sabe a hora de se retirar da cena.