quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Just another song about a lonely bird

Sometimes I wonder why there's a resting bird in my heart / But there's no place to let it fly / So I found a safe place in your heart.


Sometimes I turn my head off and everything I know is dead / My feelings are open to any consequence.


I can breath this time cause the bird in your heart is mine.

I can see in your eyes everything that runs in my mind.


So when you decide to call me... call me once, call me twice / and don't forget: my heart  alone's as cold as ice.


Sometimes I close my door and I'm a poor boy peeping at the keyhole / The pleasure of life I hold in your love.


We can't pretend this time / cause my nest is almost fine.

We can forget this life / and live together like two birds who look blind.


We can be this time the best thing ever passed trhough my mind.


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terça-feira, 31 de julho de 2012

Sentimental

O sopro passa e com ele me leva. A chuva não vem, mas por dentro me encharca.

A ausência existe mas permaneço sem ela. A dor existe e o amor se revela.


"Não chora menina triste", eu disse. Ela fecha a janela.


Não vê o amor passar pertinho por trás dela;

mas ouve toda nota torta observando cada gota que cai, mesmo que singela.


Não grita, eu te escuto respirar e por amor ao teu calor já sei que há vida.

Ela chora longe, por dentro, me observando como quem guarda o amor para o melhor momento.


Eu digo: "não chora menina que o teu amor se encontra no final dessa esquina".

Ela não diz, apenas limpa os olhos e parte rumo a qualquer lugar, livre como quis.


Eu vejo a sua silhueta delicada se contorcendo ao caminhar e desaparecendo ao descer a escada. Num momento  ofuscante, meu olho endurece com um ar gritante. Não sei se choro, se grito ou se silencio.


A dor aumenta, mas traz paz. Num instante meu grito se faz: "não chora menina! Volta e vem ver que o sol nos espera por trás dessa porta."


Ela só pàra, intacta, dura e nada diz. Volta sem olhar pra mim, com a cabeça baixa. Desconheço esse orgulho.


Sinto por dentro as estrelas que haviam no olhar sumindo sem avisar. E num instante, me despenco a chorar. Começa a chover mas não sinto. As lágrimas não caem, não silenciam, se petrificam na dor. O silêncio grita pra lembrar que aquele grito não é meu. Eu choro. Lamento. Me desvio e saio correndo. Como disse que eu faria. Mas eu digo: "Por favor, você disse que não choraria."


Ela não chora, não se exalta. Nada diz, me observa e sai. Livre como quis.


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sábado, 14 de abril de 2012

Incompreensível instabilidade que liberta

A nossa percepção depende das nossas influências, das nossas prioridades, da nossao conveniência e principalmente da nossa essência. Jamais ousaremos de fato, interpretar a forma de percepção do outro. Isso é improvavelmente possível. Por mais parecida que seja a vivência, jamais pertencerá a mesma essência. Somos essencialmente imperceptíveis ao próximo e desentendedores de nós mesmos. Afirmamos a compreensão do outro com ênfase, certos de nosso entendimento. Mas não há compreensão alguma, não há percepções similares, é algo interpessoal, é um desentendimento necessário. Não existe ser amado, se não amamos. O ato de amar já é a retribuição, já é o caminho, já é ser amado! Amamos para a nossa satisfação, não para a do outro. Amor é um individualismo transcedental, que atravessa e desfaz a barreira que separa o compreensível da complexidade. Não há como amar pelo outro ou para o outro. Ele não terá mais amor é nem será mais amado; será falsificado. Não é amor se amamos apenas para o outro e não por respeito ao que sentimos, se lutamos pelo sonho do outro e não pelos nossos, se vemos mais amor no outro do que em nós mesmos. Amor é projeção. Enxergamos somente o que depositamos. Não há como ver amor nos detalhes, se não detalhamos nosso amor. Não vemos nem se quer detalhe, pois o detalhe, o despercebido, já é amor.

A questão posta e a solução indisposta (pois não há solução alguma, somente adaptação) é que jamais seremos amados, jamais seremos compreendidos e jamais compreenderemos a escolha e a decisão do outro. O que precisamos para nos libertar das amarras que nós mesmos criamos é amar. A pessoalidade e individualidade são tão densas e complexas que transcendem o compreendimento e nos aponta a inexplicável essência do ser humano: sua incompatibilidade racional através das escolhas e das decisões, sua natureza espontânea e envolvente e sua profundidade ilimitada. Todos esses conceitos transpessoais que se entrelaçam e se adaptam entre si, são baseados e constituídos por uma única engrenagem: o órgão que vai além do organismo; além do existencialismo, que permanece quando todo o resto some. O sentimentalista, instável, contraditório e impulsivo, aquele que segura a linha tênue entre cor e ação, que se desfaz em coração.


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Esteja pronto para mudar, mas não mude pelas inseguranças

Mudar não é uma necessidade, não é uma opção e nem uma escolha. Jamais poderá ser. A verdadeira mudança precisa ser adaptada. Ela só nasce por uma adaptação, influência e/ou fluência. Quando estamos prontos para crescer, aceitamos quem realmente somos e não esperamos nada além do que podemos ser. Começamos a mudar, naturalmente, conforme nossa alma nos propõe. Conforme as pessoas que nos é dada ao acaso; como o Universo nos foi dado ao acaso, como a Vida é um acaso. Estamos ao acaso, e enquanto estivermos, estaremos mudando. Não há coincidência e nem planos. Para mudar, nos basta acontecer o acaso. Porque não há o que temer do mesmo, se no fim, é o único que nos protege de nossas próprias vontades. E não, não há como se esconder das mudanças, nem mesmo nas mesmas. Precisamos permitir estarmos abertos para o novo, para o desconhecido, para o saboroso. Não podemos simplesmente experimentar o mesmo tempero todos os dias. Acabaremos por nos tornarmos o próprio tempero. Nos escondemos por trás do que consumimos e nos esquecemos do que realmente podemos ser além do que possuímos, além do que queremos. Nós não somos apenas o que queremos, o que almejamos, o que seguimos, o que herdamos. Precisamos (e isso é necessário) ser inovadores, saber que somos o que está por vir, o que ainda não fomos. Ter a consciência que nós fazemos parte do desconhecido e que podemos experimentar todos os temperos que quisermos. Não somos apenas carne, somos luz. Não se permita transparecer somente um ser carnal; a vida está toda no que sentimos. É um desapego necessário: estarmos prontos para qualquer sentimento e aproveitá-lo o máximo. Sem medo das dores, da mágoa, do arrependimento. No fim, o que nos resta são as lembranças vividas. Precisamos estar preparados para as dores e para os fracassos. São essenciais. Que infeliz seria uma vida perfeita sem mudanças, sem dores e, consequentemente, sem caminhos, sem o inovador. Uma vida sem dor é uma vida insuportável. Felicidade está muito além do prazeroso. Está além de nós mesmos. Devemos nossas conquistas, nossos sonhos, nossos medos, nossos sentimentos e emoções ao desconhecido e às mudanças. Sem novos rumos não há desconhecido, e sem o desconhecido não há mudanças. Estamos condenados a nos machucar, a tropeçar e a nos apaixonar. São coisas inevitáveis que agradeço todos os dias por senti-las.
... E enquanto houver dúvidas em qual caminho seguir, opte pelo qual seu coração grita. Você ouvirá. Não espere as recompensas, a recompensa é simplesmente (e extraordinariamente) seguir. Não digo que não vai doer. Mas permita-se deixar sentir. Depois da dor há de surgir amor. Pois quem diz sofrer por amor, ainda não se permitiu sofrer. Ela ainda se esconde no sofrimento enquanto o amor lhe escorre por entre os dedos. A diferença sempre esteve nas mudanças. Necessitamos inovar a dor. Deixe a dor lhe escorrer pelos olhos, enquanto o amor floresce no seu coração.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sensibilidade perfeita


A invisibilidade perfeita está exatamente na frustrada tentativa em visualizar a perfeição. Ela é invisível, indescritível e imprevisível. A única maneira coerente em que eu classificaria qualquer resquício da perfeição, seria na sensibilidade. Eu não concluo essa afirmação apenas pelo que vejo ou pelo que eu sinto, mas pela pequena e insignificante vivência e existência que eu traço na tua vida. Mas eu poderia dizer que nessa pequena, insignificante e talvez, tão importante convivência em que temos, eu nunca teria em nenhuma parte anterior da minha vida encontrado a perfeição que eu vi nos teus olhos. Não, não me refiro àquele azul que me enxarca o peito ou pelo curioso fato de me fazer sentir em casa toda vez que o vejo. Eu me refiro à algo mais, a algo indescritível, a algo indiscutivelmente prazeroso, a algo totalmente sensível e compatível. Me referia a algo mais, mas acho que não encontraria palavras pra descrever.
Eu não acho que somos interligados ou que temos uma conexão maior do que temos com outras pessoas. Eu apenas acho que estamos condenados a nos apaixonar diariamente e isso me faz sentir como se a única coisa em que eu ousaria pensar e sentir fosse o que eu definiria como algo maior do que qualquer sentimento profundo que alguém tenha sentido. Como se o amor fosse pouco para o que estamos condenados a sentir, é como se todo o calor fosse insuficiente para aquecer tanto quanto a tua presença me aquece. E isso me faz crer que a divindade se encontra aqui, se encontra nessa dimensão e que tudo o que somos e que tocamos é divino. É como se não houvesse outro lugar que não seja onde você está, mas que ao mesmo tempo, é notável e previsível te encontrar em todo lugar. E então eu compreendo que a ligação está além de nós; não estamos conectados, nós fomos conectados e estaremos até onde essa divina conexão nos permitir ir, nos permitir chegar e nos permitir partir. Que nos permita estarmos juntos, mesmo que distantes visívelmente, pois pra mim, a perfeição se resume a ti. Mesmo que eu não possa ver isso diante dos meus olhos, eu me sinto tão próximo a essa perfeição... Talvez nem seja tua, talvez não seja minha; talvez pertença àquilo que não se vê, ao que é invisível e incompreensível, ao distinto e irreconhecível, ao sensível e imperceptível. A um sentimento indefinível, que por alguns, é conhecido como "amor".

sábado, 30 de julho de 2011

Euforia


Já me acostumei com o vai e volta (Não digo "vai e vem", porque nunca venho, eu sempre estou voltando. Sempre voltando para casa.) que a vida me traz, e posso até dizer que gosto disso, me sinto mais responsável, independente e resistente. De alguma forma as idas e vindas me trazem liberdade. A maior liberdade que um ser podería possuir: saber a hora certa de chegar e de partir. Me acostumei com as chegadas e as partidas; mas confesso que jamais me acostumei com as despedidas. Não é por medo de não voltar e nem por medo de não lembrar, mas de me acostumar. Tenho medo, às vezes, de deixar uma despedida passar despercebida. De não me importar mais se o coração quer ficar ou quer partir; de deixar de ouvir o som de dentro, de não permitir que a saudade me domine por ao menos um segundo. Eu temia por isso. Mas algumas pessoas aparecem nas nossas vidas para nos lembrar que o esquecimento é a nossa eterna afirmação já esquecida. A não ser que deixemos que a morte nos domine. Jamais pensei que as simples e despercebidas ocasiões me trariam resultados tão extrordinários e cativantes. Aliás, o fácil nunca é extraordinário; eu gosto do desapego e da saudade. Eu sinto gosto, sinto o pulsar desse amor e a certeza de que o sentimentalismo ainda vive em mim. E eu acho bonito ver aqueles que ainda choram por um motivo bonito, eu acho sincero ver aqueles que não tem medo de chorar quando alguém olha e é divino aqueles que ainda permitem a saudade vir, a lágrima cair e a dor sentir.
O que me faz acreditar na simplicidade e generosidade do que é belo é esse ato de aceitação e de conexão aos sentimentos e a forma de como nos influencia, nos envolve e nos transforma na dor do outro, na escolha do outro e na lágrima do outro. É um estado envolvente e consciente, enfatizo a palavra "consciente", pois é preciso coragem, determinação e aceitação para deixar a dor fluir sem hesitar. É preciso deixar o coração dizer sem precisemos pensar em uma só palavra; seus próprios atos são suas palavras e suas palavras se transformam em seus atos. E isso parece simples, e realmente é, mas convenhamos que as pessoas sempre quiseram ser mais extraordinárias do que simples. A simplicidade deixou de existir em seus corações para se importarem com a milagrosa e extraordinária forma da materialização; não estou dizendo que o milagre não está fora, estou apenas afirmando que para haver vida por fora, a vida antes há de passar por dentro, para que haja amor nas coisas que vemos há de existir primeiro amor nos olhos de quem está vendo, para que exista a paz mundial, precisamos permitir que a paz domine antes o nosso interior. E isso é totalmente possível e simples. Sobretudo, verdadeiro. Que a vida me prove o contrário se eu estiver errado, me fazendo acreditar nessa superficialidade em que as pessoas se transformaram. Não é questão de vergonha e nem de medo. É muito além disso; as pessoas tem medo e pavor de serem elas mesmas mesmo sozinhas, mesmo diante de sua essência, elas sentem vergonha do que realmente são. De sentirem a graça do prazer que a vida oferece de graça. Eu me refiro ao conhecimento das próprias atitudes e à observação do que vem de dentro. Eu posso esclarecer melhor com pensamentos normais e despercebidos: as pessoas transformaram o prazer, o sexo e o auto-conhecimento do corpo em um ato profano. As pessoas tranformaram o ato mais divino, em que realmente nos centramos e nos conectamos com o outro, que permitimos em que eu me torne o outro e que o outro seja quem sou, em uma ideia profana e pecadora. Somos seres divinos, assim como toda e qualquer forma de vida. Viemos do divino e partiremos com Ele. Talvez essa afirmação é que me faça partir, chegar e voltar sem medo se iremos nos reencontrar. No mais profundo do meu ser, algo sempre me diz que por mais que a dor venha e que a saudade nos consuma, sempre voltaremos e sempre estaremos no mesmo lugar. Pois antes de ir, eu estou e antes de partir eu senti essa dor, e quando eu voltar eu vou me lembrar que a vida é um ciclo e que precisamos dar continuidade a ele, precisamos voar e nos reencontrar. Não importa de que forma, não importa em que momento, nem que seja em pensamento eu me encontrarei em ti e voltarei para ter a certeza de que nos reencontraremos novamente. Nem que seja em outra vida.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Entrelinhas



Quando conhecemos alguém que nos faz impor o medo e nos faz seguir em frente sem olhar para trás e sem pensar nas consequências do que aquilo poderá nos ocasionar; naturalmente nos perguntamos se há amor, se será amor, se o que sentimos é amor. (Amor mútuo é uma raridade!) Mas por alguma ironia do destino ou por algo maior, o nosso sentimento, que no começo era devastador e que nos sufocava, se transforma e simplifica a sua beleza simplesmente pela simplicidade da eterna dimensão que aquilo significa. Não sentimos mais falta em falar de amor como falávamos há alguns dias atrás; não temos mais a necessidade de escrever sobre amor como antes, não pensamos no amor com tanta frequência; e talvez, por alguns segundos nos deparamos que "amor" nos passa tão despercebido quanto uma flor que nos aparece em nosso caminho pra lembrar que a simplicidade está nos olhos de quem ama e nao de quem reclama. Então paramos de procurar por amor, passamos a criá-lo, a imaginá-lo em nossos corações como algo... despercebido, natural e recíproco. Não mais falamos uma palavra que nos lembre amor. Pois começamos a compreender que o amor é a palavra, e então, cada gesto, cada sorriso que você esboça me soa como amadorismo. Não queremos mais esperar pelo outro; é simples, sem percebermos começamos a amar, por naturalidade, sem esperar absolutamente nenhuma consideração. Amamos como um rio que flui sem parar e sem pensar em quem está usufruindo daquele extremo ato de caridade. Não nos importamos se há alguém poluindo o nosso rio, o nosso amor; simplesmente continuamos fluindo. E sem querer, eu desaguei em ti, naqule instante eu deixei de pensar no amor. Eu deixei que aquilo me guiasse e me consumisse. Não senti medo e nem pensei se era amor que estava por vir ou o rancor em não deixá-lo fluir. É como se eu fosse só amor, nem se quer hesitei em pensar em te amar. Eu simplesmente amava...

[Como é bom ouvir o sussurro que o silêncio lançava do teu sorriso dizendo que o amor está no silêncio. As palavras só distorcem os sentidos. É inútil descrever. Começamos a calar e olhar o amor passar pelos nossos dedos como algo interminável e inocente.]

...e algo dentro de mim dizia que a reciprocidade daquele sentimento iluminava os teus olhos enquanto tu entrelaçava os teus braços nos meus.